Melhores investimentos para 2017 (alguns deles você nunca havia pensado)

Guia: Os melhores investimento para 2017

Quando consideramos as melhores opções de investimento para 2017 é fundamental pensar com a  “cabeça aberta”.

Ora, se você tem algum dinheiro guardado e quer investir, é importante avaliar as diferentes opções de investimento disponíveis.

O melhor investimento pode não ser aquela aplicação tradicional que todo brasileiro gosta como, por exemplo, um fundo de investimento DI, daqueles clássicos que seu banco oferece (que normalmente é um excelente investimento só para o banco, visto as altas taxas de administração cobrados do “pobre investidor”).

Quanto a poupança, prefiro nem falar… há algum tempo, a maioria dos brasileiros, quando pensava em investir, pensava em poupança. E, como muita gente já sabe, a poupança está longe de ser o melhor investimento para rentabilizar seu dinheiro.

Portanto, além de falar sobre os melhores investimentos para 2017, meu objetivo é lhe apresentar diferentes categorias de investimentos e algumas oportunidades dentro de cada categoria.

Quero fazer você abrir a cabeça e explorar diferentes opções de investimento que eu tenho certeza que você nunca havia pensado!

Vamos lá! Começaremos com:

 

1 – Investimentos produtivos

O investimento produtivo é aquele realizado através do investimento direto em empresas. Por exemplo, investir seu capital em um negócio próprio ou em uma franquia, é um investimento produtivo.

Isso significa que você terá de participar da produção dos frutos de sua “lavoura”, diferente dos outros investimentos mencionados aqui nesse artigo, que em geral necessitam menos dedicação.

Particularmente, como empreendedor de carteirinha, esse é meu tipo preferido de investimento pois, na minha visão, é o investimento no qual você tem maior controle sobre seu destino e possibilidade de ganhos.

É claro, não é para todo mundo: entre outros fatores você precisa de tempo para dedicar ao negócio, ou tenha alguém de confiança (e capacitado) que possa gerenciá-lo.

Se você ainda não tem seu próprio negócio ou quer diversificar, quem sabe 2017 não seja o ano para começar?

Abrir seu negócio próprio

De acordo com pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor, o terceiro maior sonho do Brasileiro é ter seu próprio negócio. Só perdendo para o sonho da casa própria e o de viajar pelo Brasil.

Na verdade se você analisar, nem um dos dois primeiros sonhos – casa própria e viajar – se refere a uma atividade laboral, ou em poucas palavras, não tem nada a ver com trabalhar!

E quando falamos de trabalho, a primeira preferência é o empreendedorismo!

Empreender, entretanto tem seus riscos. Segundo o IBGE, mais da metade das empresas fundadas no Brasil fecha as portas após quatro anos de atividade.

Não que trabalhar em uma empresa não tenha riscos. Principalmente no cenário atual em que vivemos.

Os ciclos econômicos, as crises políticas, os avanços tecnológicos e as rupturas nos mais diversos segmentos estarão presentes tanto na vida de quem decidir empreender, quanto na vida daqueles que perseguem uma carreira profissional.

 

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Investir em um negócio próprio em 2017

A perspectiva para 2017 é de um ano que iniciaremos a recuperação econômica no Brasil.

E, fora das terras tupiniquins, o cenário externo é quase certo que incertezas irão pairar durante o ano todo.

Desde a atuação do novo presidente dos EUA, até a diminuição das políticas de incentivo econômico em países com grande expressividade no comércio internacional.

Então, se você quer empreender com um negócio próprio do zero, o momento é de cautela.

 

Minha a dica é simples: se você quer abrir um negócio teste o seu modelo de antes de mergulhar de cabeça na ideia.

 

Ouça menos opiniões externas (até porque poucos vão te apoiar a empreender) e foque em testar sua ideia antes investir. É a melhor forma de você minimizar seus riscos!

Se você avalia seriamente essa opção e não conhece o conceito do Mínimo Produto Viável e como validar sua ideias, agora é a hora. A Endeavor tem um artigo interessante sobre o tema aqui.

Além disso, não se esqueça: para abrir um negócio, tenha reservas financeiras para suportar solavancos.

Agora, se você busca empreender, com mais segurança existem outras alternativas como por exemplo abrir uma franquia.

Investir em uma franquia

Uma forma de empreender e ao mesmo tempo minimizar seus riscos é através do mercado de franquias ou franchising.

Eu sei que você já ouviu de falar de franquias antes.

Entretanto, você já analisou com cuidado essa oportunidade?

Hoje em dia o mercado de franquias avançou bastante. São quase 3.000 marcas atuantes no Brasil, nos mais diversos segmentos que você não pode imaginar.

 

Franquia não é mais sinônimo de McDonalds ou escola de inglês.

 

Hoje temos:

  • Franquias de consultoria empresarial
  • Franquias online
  • Franquias de serviços diversos
  • Franquias de estética
  • Franquias de alimentos naturais e orgânicos

Enfim, são dezenas de opções para abrir uma franquia e as chances são grandes de você encontrar uma com a sua cara (e que caiba no seu bolso…).

 

 

Investir em uma franquia em 2017 é um bom negócio?

O faturamento das franquias no Brasil cresceu nominalmente 7,9% no primeiro semestre de 2016 atingindo R$68,9 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira do Franchising.

E a expectativa é que as franquias continuem a ganhar mercado em 2017 em diante.

Apesar de já existirem mais de 140 mil unidades de franquias no Brasil ainda existe espaço para crescimento, visto que o mercado brasileiro ainda é extremamente pulverizado.

E a verdade é que, no mundo cada vez mais competitivo, além da facilidade para abrir uma franquia, elas tem claras vantagens em relação a maioria dos negócios independentes, como por exemplo, a força de uma marca e possibilidades de melhores negociações com fornecedores.

Apenas para comparar, o número de franquias nos EUA é 5,5 vezes maior que o número de franquias no Brasil, enquanto que sua população é apenas 1,6 maior que a população brasileira.

 

Melhores investimentos em franquias em 2017

Para 2017, vale a pena apostar em franquias de alguns setores específicos, que acompanham as tendências dos consumidores ou tem maiores chances de sucesso diante de nosso cenário econômico atual.

Alguns dos segmentos de franquias que vale a pena conferir:

 

1- Franquias de alimentos naturais e saudáveis:

Segundo pesquisa de tendências do consumo mundial realizada pelo Euromonitor, quando o assunto é comida, os três pontos que mais preocupam o consumidor em relação ao alimento é  primeiro saber se ele é natural, em segundo, saber se tem pouco açúcar e, por fim, saber se não tem (ou tem poucos) ingredientes artificiais.

Além da preocupação com a estética, alimentos naturais viraram sinônimo de saúde.

Neste segmento, tenho uma recomendação quente de franquia: a Franquia Terra Madre.

Essa rede tem apenas dois anos de vida e, apesar de isso parecer negativo devido ao pouco tempo de existência, a verdade é que investir em uma franquia dessa marca pode ser uma boa oportunidade.

Diferente das franquias de grande porte, os melhores territórios para abrir uma loja ainda estão disponíveis.

Além das unidades próprias, só em 2016 a rede de franquias Terra Madre vendeu 15 franquias.

Seu modelo de negócio também é interessante e alinhado com as tendências: combina feira de orgânicos, grãos vendidos a granel entre mais de 3 mil itens, vendidos em uma loja com o projeto arquitetônico que desperta a atenção dos consumidores e que pode ser instalada em pontos comerciais relativamente pequenos.

 

2 – Franquias que economizam o tempo de clientes:

Cada vez mais as pessoas têm menos tempo a perder. O tempo transformou-se em um ativo precioso, muitas vezes mais valioso que o próprio dinheiro!

A busca de comodidade e rapidez na realização das tarefas do dia-a-dia é uma constante.  

Por isso, negócios de franquias que economizam o tempo das pessoas tem a sua disposição um bom mercado a explorar.

Nesse sentido, uma recomendação é a franquia no segmento de alimentação é a Franquia Substância Gastronomia Light.

A franquia Substância vende alimentações balanceadas e completas, todas congeladas, o que gera grande praticidade para quem quer se alimentar de forma saudável e economizando tempo.

O franqueado Substância recebe seus produtos direto da fábrica e se encarrega de gerenciar a loja, buscar clientes e realizar parcerias para aumentar a vendas.

 

3 – Franquias para a melhor idade:

Com o aumento da participação do número de idosos na população, o mercado de serviços e produtos para esse público vem ganhando peso no Brasil e no mundo.

As franquias que têm esse público como alvo são uma boa aposta.  E aí temos uma grande variedade de possibilidades em diversos segmentos diferentes como por exemplo, franquias de ginástica para o cérebro, franquias de academia e outros exercícios físicos e franquias de turismo.

Se você quer uma franquia que aproveite essa oportunidade, minha dica é avaliar franquias como a Franquia Supera, que oferece “ginástica para o cérebro”, com grande foco na população mais idosa.

Apesar de não conhecer a fundo o negócio, como acompanho de perto o mercado de franquias e tenho observado que a Franquia Supera vem crescendo com velocidade e conheço franqueados satisfeitos com o negócio.

Além disso a empresa parece realizar um trabalho de qualidade para seus clientes: em seu site a Supera alega ter treinado mais de 100 mil alunos, sem reclamações no PROCON ou Reclame Aqui.

 

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4 – Franquias que vendem produtos de baixo preço:

Não é novidade para ninguém que nos últimos dois anos, a crise econômica brasileira tem afetado drasticamente o consumo.

Boa parte disso, se deve a elevação da taxa de desemprego que está na casa dos 12%.

Entretanto nesse cenário de crise, existem negócios que podem ser beneficiados e são justamente aqueles que prezam por oferecer produtos e serviços com o menor preço possível.

Duas opções de franquia que oferecem produtos a preços acessíveis sem descuidar da qualidade dos produtos são as franquias Mil e Uma Sapatilhas e a franquia Vestcasa.

Vale a pena conferir essas opções de franquia pois poupar virou a nova norma da maior parte da população brasileira portanto, negócios como a Franquia Mil e Uma Sapatilhas e a Franquia Vestcasa, tendem a aproveitar o crescimento do mercado de produtos de preços baixos.

Aliás, se você quer saber mais sobre as melhores franquias para 2017, não deixe de ler este texto aqui.

 

Diego, acredito que uma franquia não seja um negócio para mim. Tem outras possibilidade para empreender sem correr tanto risco?

 

Sim!

Se você quer começar a empreender ou ainda diversificar seus negócios, até mesmo dentro do seu ramo de atividade, existem opções para investir que não estão tão presentes na mídia como as franquias mas que também são boas opções de negócio!

Estou falando de modelos de negócio como revendas, licenças ou concessionárias.

 

Oportunidades investir em seu próprio negócio: revendas, licenças e concessionárias

Modelos de negócio como revendas, licenças e concessionárias, normalmente, apresentam mais flexibilidade do que as franquias e são indicados para quem já tem alguma experiência em gestão, em um segmento específico ou, até mesmo, já possuem outro negócio.

Com esse tipo de negócio, ao invés de iniciar do zero, você pode contar com o respaldo de uma marca já conhecida e a cadeia e infraestrutura já estabelecida.

Para ilustrar o ponto e ficar posso citar dois exemplos: a revenda Claris Esquadrias, uma empresa do Grupo Tigre e a concessionária Autrotrac.

 

Oportunidade de investir em uma revenda em 2017: Claris Tigre

Para quem já atua no segmento de arquitetura e construção a Claris oferece opções de negócio.

O negócio é atrativo pois além de aproveitar de possuir uma marca famosa associada como a Tigre, a revenda Claris pode entregar a seus clientes um produto de altíssima qualidade fabricado sob especificação para cada cliente na fábrica da Claris.

O melhor de tudo porém é o potencial de crescimento mercado: no Brasil as esquadrias de PVC respondem por apenas 4% do mercado enquanto que nos EUA representam 38% e na Europa 41%!

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Claris Tigre: Revendas podem ser boas opções de negócio

 

Oportunidade de investir em um concessionário em 2017: Autotrac

Uma oportunidade para ser um concessionário é através da Autotrac..

A Autotrac é uma empresa de tecnologia de monitoramento, seja ele de frotas comerciais, até veículos particulares.

Dois pontos que acho bastante interessantes desse negócio é que ele aplica tecnologia de ponta para resolver a dois problemas prementes de seus clientes que, na verdade, são grandes necessidades:

  • Redução de custos através da otimização de rotas das frotas comerciais
  • Segurança

Acredito que no contexto brasileiro, são dois mercados que irão crescer não só em 2017, mas por vários anos consecutivos.

 

Outras oportunidades de empreender investindo em revendas e licenças

Se você se interessou por oportunidades de revenda, concessionárias e licenças e não se identifica a nenhum dos segmentos das empresas que eu citei acima, busque se informar sobre opções no seu segmento.

A ideia desse artigo é justamente essa: provocá-lo em buscar oportunidades de investimento que você não havia pensado!

É bem possível que existam bons negócios para investir e que possa aproveitar tanto as sinergias com seu segmento de atuação, quanto seu conhecimento em gestão de negócios.

E, na minha opinião, em alguns casos é muito mais fácil associar-se empresas desse tipo, que já realizaram grandes investimentos em infraestrutura, tecnologia e marketing, do que sair do zero.

A não ser que você tenha alguns milhões sobrando, tempo à disposição e apetite para risco, não é mesmo?

 

2 – Investimentos financeiros

Chega de falar de empreender! Vamos agora para os investimentos financeiros!

Como você pode imaginar, existe uma infinidade de possibilidades como falamos de investimentos financeiros.

Desde a tradicional poupança e fundos DI, títulos de dívida pública, títulos de dívida de empresas, ações e índices de commodities.

Os investimentos financeiros possuem grande flexibilidade pois através deles, é possível investir indiretamente nas outras categorias de investimento.

Por exemplo, você pode comprar uma ação da bolsa de um empresa e indiretamente estar investindo em uma empresa que obtém seus ganhos através de investimentos produtivos. Ou ainda, você pode investir em um fundo atrelado ao mercado imobiliário e lucrar (ou perder) com a valorização do preço dos imóveis.

Essa infinidade de possibilidades, boa liquidez e facilidade de adquiri-los, faz dos investimentos financeiros minha segunda melhor opção quando o assunto é alocação de capital.

 

O que esperar dos investimentos financeiros em 2017?

Quando falamos de investimentos no mercado financeiro, tudo se relaciona ao risco que se está disposto a correr portanto, aí vão algumas dicas para investir bem em 2017.

 

Investimentos em Títulos de dívida pública (Tesouro Direto)

2016 foi ano de lucrar com títulos do tesouro direto que estavam atrelados a juros e inflação. Quem, como eu,  investiu parte do capital em títulos atrelados a esses índices não se arrependeu!

Entretanto, para 2017 tanto os juros quanto a inflação tem grandes chances de cair portanto, eu só recomendaria investir em títulos caso você queira garantir que sua aplicação não irá perder da inflação e obter ganhos modestos.

Outro aviso: cuidado com os títulos de tesouro direto.

Com a popularização desses títulos vi muitas pessoas investindo nesses instrumentos financeiros achando que o risco era zero e a verdade não é acessa.

Esses títulos, principalmente aqueles com os vencimentos de longo prazo, podem oscilar bastante, mesmo que eles sejam pré-fixados.

E, se você tiver que vender os títulos antes do vencimento, pode ter surpresas pouco agradáveis, dependendo do humor do mercado no momento da venda.

 

Investimento em Fundos DI

Os fundos DI são os queridinhos dos brasileiros (ou será dos bancos brasileiros?).

 

Boa parte da pessoas compram esses fundos sem saber de fato no que estão investindo.

 

Na verdade, esses fundos compram na sua maior parte os títulos da dívida pública (tesouro direto) ou títulos privados de baixo risco, ou seja, sua rentabilidade acompanha a taxa de juros básica da economia (taxa SELIC).

Portanto, em 2017, esses fundos tendem a não ser “estrelas da rentabilidade” entretanto, por possuírem alta liquidez e baixo risco, são uma opção segura.

Fique atento as taxas de administração desses fundos. Procure opções em diferentes bancos e se possível em corretoras. As diferenças de taxa administração são brutais.

 

Nossa Diego, até agora nada bom?

 

Calma pessoal, quando falamos dos melhores investimentos financeiros para 2017 as coisas começam a ficar interessantes com:

 

Investimentos em CDB

Os CDBs são certificados de depósitos bancários. São títulos de renda fixa, que são emitidos pelos bancos para financiar suas atividades.

Na prática os CDB também tendem acompanhar ou a inflação ou os juros básicos mas não se desanime.

Os CDBs, diferente dos fundos de investimento não cobram taxas de administração!

Mesmo com a inflação e juros com tendência de queda em 2017, se você for rápido, ainda tem chance de obter algumas opções de CDB com boa rentabilidade, apostando em CDBs pré-fixados.

Aliás, se você for investir CDB tenho uma dica imperdível que você deve prestar muita atenção:

 

NUNCA invista em um CDB através de bancos comerciais tradicionais como Bradesco, Itaú ou Caixa Econômica Federal.

 

Prefira sempre corretoras ou bancos menores, pois eles vão pagar mais pelo seu dinheiro visto que não são tão “famosos” quanto esses bancos!

Você deve estar pensando: Claro Diego, mas o risco será muito maior pois se essas empresas quebrarem eu perco meu dinheiro!

E a resposta é definitivamente não!

O que poucas pessoas sabem é que os CDBs são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Instituições financeiras que vendem CDB devem se associar a esse fundo.

Isso significa que caso a instituição da qual emitiu o CDB quebre, você estará garantido em até 250 mil reais (por CPF).

 

Investimentos em LC – Letras de Câmbio

Se começamos a esquentar um pouco com os CDBs, as Letras de Câmbio estamos quentes!

Se você pensou que letra de câmbio tem algo a ver com o dólar ou câmbio de moedas, errou!

As Letras de Câmbio ou LCs são títulos de renda fixa emitidos por o que conhecemos na linguagem popular por financeiras – empresas que são especializadas em empréstimos.

Para emprestar dinheiro, essas financeiras precisam captar recursos e uma das formas de fazer isso é justamente através das Letras de Câmbio.

Enquanto os CDBs costumam render 95% a 98% do CDI*, com uma letra de câmbio você tem a possibilidade de rentabilizar até mais do que 120% do CDI.

E, da mesma forma que o CDB, existem Letras de Câmbio Pré e Pós Fixadas, com diferentes vencimentos.

OK, tudo parece bom, mas e o risco?

Assim como os CDBs, a LCs também são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito portanto, se você investir até  R$250 mil estará totalmente protegido caso a financeira que emissora da Letra de Câmbio quebre.

Na minha opinião, se você está investindo dentro do limite garantido, você sempre deve comprar uma LC ao invés de CDB pois a rentabilidade será melhor com risco semelhante.

Apenas para ilustrar veja a tabela abaixo comparando o investimento em um um CDB e uma LC com rentabilidades típicas. Caso você invista R$ 30.000, a diferença dos ganhos será de quase R$500 em apenas três meses!

Renda Fixa Taxas %
set/16 ago/16 jul/16 jun/16 mai/16
CDI 1,11 1,21 1,11 1,16 1,11
CDB (95% CDI) 1,05 1,15 1,05 1,10 1,05
LC (120% CDI) 1,33 1,45 1,33 1,39 1,33
Renda Fixa Valorização para um investimento de R$30.000
set/16 ago/16 jul/16 jun/16 mai/16
CDB (95% CDI) R$ 31.660 R$ 31.330 R$ 30.974 R$ 30.650 R$ 30.316
LC (120% CDI) R$ 32.109 R$ 31.687 R$ 31.233 R$ 30.823 R$ 30.400
Diferença R$ 449

 

Entretanto, fique atento pois assim como os títulos do Tesouro Direto, essas LCs apresentam oscilações de valor.

Não achou que ia ser tão fácil assim, certo?

 

Investimento em Ações

As ações são as queridinhas dos investidores “de verdade”, devido ao seu potencial de ganhos.

É claro, que isso tem um preço: você deve estar disposto a correr o risco.

Não só o cenário atual da economia brasileira demanda cautela mas, principalmente, as incertezas em torno da economia mundial fazem arrepiar os cabelos!

Nesse cenário, considero que investimentos em ações devem ser realizados apenas por quem realmente sabe o que está fazendo ou seja, esqueça as dicas recebidas durante o churrasco por aquele seu amigo sabichão.

Aliás tenho lido nos jornais algumas pessoas dizerem que o Brasil está barato e que, devido a crise,  agora é hora de investir.

Eu até concordo com esse ponto de vista porém não aplicaria isso de forma generalizada.

Veja o gráfico abaixo que mostra a evolução do IBOVESPA (índice que inclui as principais ações da bolsa)

 

evolucao-ibovespa

 

Note que desde o início de 2016 as ações já se valorizaram bastante e estão bem próximas do pico histórico que aconteceu em 2008. Eu sei que isso já tem mais de oito anos mas mesmo assim, é sem dúvida um ponto de atenção.

Isso não quer dizer que não existam excelentes oportunidades da bolsa.

No gráfico abaixo você vê a evolução do índice das empresas de menor capitalização da bolsa brasileira.

Repare que diferente do IBOVESPA, as ações de empresas menores, apesar de terem subido, estão mais distantes de suas maiores altas:

 

evolucao-ibovespa-2

 

Portanto, se você tem bom controle sobre seus nervos, e quer investir em ações em 2017 apesar da incerteza que paira no mercado mundial, existem possibilidades interessantes de ganhos na bolsa.

Porém, as chances maiores são de que as melhores oportunidades não estejam nas figurinhas mais carimbadas do mercado acionário.

 

E as ações “famosas”  e que são boas pagadoras de dividendos?

Outra coisa que já ouvi falar por aí que gostaria de desmistificar: muito se fala das ações que são boas pagadoras de dividendos.

Inclusive já ouvi a expressão: “viver de dividendos de ações”.

Bem, acredito que isso não seja viável para nós simples mortais. A rentabilidade dos dividendos sobre o preço das ações (yield) das empresas que melhor pagam dividendos ficam na casa dos 6 a 7% ao ano.

Nada mal em se tratando que a ação deveria valorizar também mas, meu ponto é que, comprar ações exclusivamente por conta dos dividendos não é o melhor investimento a se fazer no Brasil.

Por aqui existem outras opções de títulos com menos risco que pagam muito bem pelo fato de termos uma das maiores taxas de juros do mundo.

Principalmente, em 2017 eu não confiaria nessa tática de foco exclusivo de dividendo.

Acredito que o pagamento de dividendos após a crise será errático.

Algumas empresas estarão com o caixa apertado e, mesmo as empresas em condições melhores, poderão estar se preparando para investir um pouco mais em 2017 para acompanhar o (esperado) crescimento da economia – o que pode ser um bom sinal para valorização da ação entretanto, poderá estrangular o pagamento dos dividendos.

 

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3 – Investimentos imobiliários

O investimento imobiliário é um velho conhecido do brasileiro. Muitos consideram o investimento mais seguro para o longo prazo. Imóveis e terrenos estão no topo da lista dessa categoria de investimento.

Lembre-se de existem diversas opções para investir em imóveis.

Desde os tradicionais imóveis comerciais e residenciais, até opções de investimento chamadas “condo-hotel“, onde você adquire unidades autônomas de um empreendimento hoteleiro e ganha aluguel com base na taxa de ocupação do empreendimento.

Em 2016, quem tinha dinheiro para comprar um imóvel conseguiu fazer bons negócios.

Tenho conversado com diversas pessoas do segmento imobiliário, de corretores especialistas em compra de imóveis para investimento a executivos em grandes empresas que constroem e administram grandes empreendimentos.

E, a expectativa mais comum entre eles é que em 2017, os preços de imóveis permaneçam atraentes durante o ano e voltando a se recuperar apenas em meados de 2018.

Dito isto, do ponto de vista do investidor, que tem bastante capital para diversificar e que queira proteger seu dinheiro e não precise liquidez, 2017 será um bom ano para investir em imóveis.

Duas opções de investimentos imobiliários pouco exploradas pelo investidores brasileiros são a compra de terrenos e o investimento em condo-hotéis.

Comprar terrenos pode ser um excelente investimento entretanto, exige conhecimento e trabalho por parte do comprador pois o negócio pode levar anos e anos até ter retorno.

Além disso, encontrar bons terrenos tornou-se uma tarefa árdua nas grandes cidades mas, no interior, ainda existem boas oportunidades a serem exploradas. Principalmente, em cidades próximas aos grandes centros onde a tendência de valorização é normalmente mais rápida.

Outra opção pouco explorada são os condo-hotéis, comuns fora do Brasil, o investimento, apesar de conter uma boa dose de risco e depender não só da localização e da qualidade do imóvel mas também da administradora do hotel, pode ser uma opção principalmente se considerarmos que mesmo após a Copa do Mundo e as Olimpíadas, algumas cidades específicas apresentam déficit em sua rede hoteleira.

Obviamente, para que a rede hoteleira seja aquecida, é fundamental que nossa economia se recupere visto que esse é um mercado totalmente dependente dos bons ventos macroeconômicos.

Antes de investir em condo-hotéis, é fundamental que você conheça a Deliberação CVM 734 que fala da competência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em estabelecer regras que gerem os contratos de investimento coletivos em imóveis.

Aliás, tecnicamente, como esse tipo de investimento está sob a regulação da CVM o investimento em condo-hotéis pode ser considerado um investimento financeiro e não imobiliário!

 

4 – Investimento em metais preciosos

No Brasil, acredito que poucas pessoas tenham familiaridade com investimento em metais preciosos. E a verdade, é que investir nessa categoria de ativos, como ouro e prata tem se mostrado um bom investimento, principalmente durante os períodos de incerta como os que vivenciamos agora.

Como uma imagem vale mais que mil palavras, deixo que o gráfico abaixo que mostra a evolução do preço do ouro em R$ nos últimos 13 anos fale por si só:

 

evolucao-valorizacao-ouro

 

Além disso, existem países como Rússia e China que vem aumentando drasticamente suas reservas de ouro.

Para você ter uma ideia, a China foi responsável por comprar quase 50% das reservas globais de ouro em pouco mais de um ano. E esses são os números oficiais entretanto, acredita-se que a China adquire muito mais do precioso metal do que ela tem divulgado.

E, ainda assim, as reservas de ouro representam menos 3% de seu total de reservas monetárias o que nos faz crer que ela ainda continuará comprando ouro.

Portanto, fatores como esses que acabei de citar, fazem com que o ouro apresente-se como uma boa opção de investimento em 2017.

Dito isto, quem quiser investir em ouro, precisa estudar um pouco o tema visto que existem diferentes formas de investir nesse metal.

Para quem já investe no mercado financeiro, provavelmente já sabe que pode investir no metal através de contratos de ouro na BM&FBovespa com investimentos iniciando na casa dos vinte mil reais.

Uma forma mais sofisticada de investir em ouro é através da compra de ações de mineradoras do metal. Esse formato pode propiciar incríveis ganhos quando o ouro está em alta.

Entretanto, investir em ações de mineradoras de ouro no Brasil é um pouco trabalhoso, pois você terá que investir em ações de empresas que não são negociadas na Bolsa brasileira.

Mas não desanime se sua praia não é mexer com a BM&FBovespa e muito menos ações de empresas estrangeiras.

Uma opção de investimento a se considerar para 2017 é investir em ouro físico ou ouro escritural.

Fique tranquilo, não estou falando de comprar jóias de ouro ou coisas do tipo.

O Banco do Brasil, por exemplo, vende ouro em lingotes (250g) ou ouro escritural em múltiplos de 25g.

Apesar de ter que abrir uma conta corrente no banco para ter acesso a esses investimentos, você tem uma vantagem que é’ a garantia de recompra com liquidez diária caso você deixe o ouro custodiado com o banco entretanto, ele “comerão” 0,20% de sua rentabilidade por mês.

Além do Banco do Brasil, você pode investir em ouro físico comprando-o diretamente de empresas como a Ourominas e pedir para o ouro ser entregue diretamente na sua casa, via motoboy!

Dessa forma, você não terá que gastar com custódia entretanto  na hora da venda, poderá “perder” mais de 10% em relação ao valor do dia.

Se optar por essa modalidade, tenha certeza de ter um bom cofre em casa (e bem escondido, afinal estamos no Brasil!).

Ah, outra coisa que quase me esqueci de falar, apesar do ouro ter potencial para ser um ótimo investimento em 2017, fique atento às tendências de variações na cotação do dólar pois o metal, por ser uma commodity, é cotado internacionalmente em dólares.

 

Conclusão

Escolher o melhor investimento não é tarefa simples.

Antes de escolher um investimento é preciso considerar alguns pontos:

  • Eu conheço sobre o que estou querendo investir?
  • Quanto tempo eu tenho para me dedicar a gestão desses investimentos?
  • Qual é o capital que eu tenho disponível para realizar esse investimento?
  • Eu precisarei utilizar o valor principal investido? Se sim, quando?

Para facilitar sua vida, você pode utilizar a tabela abaixo que preparamos para que você tenha um ponto de referência:

 

Investimentos Produtivos (empresas e franquias) Investimentos Imobiliários Investimentos Financeiros Investimento em Metais e Pedras Preciosas
Investimento mínimo Médio a Alto Médio a Alto Baixo Baixo
Nível de dedicação Alto Baixo Baixo a Médio Baixo
Liquidez Baixa Baixa Alta Média
Risco Médio(franquias)  a Alto (negócio próprio) Médio Baixo a Alto Médio
Possibilidade de ganho Ilimitada Baixo – Médio Proporcional ao valor do investimento e do risco Proporcional ao valor do investimento

Essa tabela não é exaustiva e é uma mera simplificação para orientação para escolha de investimentos.

 

O cenário econômico nacional e internacional é incerto portanto, quando queremos buscar retornos interessantes, devemos estar dispostos a assumir mais riscos do que em um cenário de estabilidade econômica.

Apesar disso, boas oportunidades existem portanto, fique atento: avalie a melhor opção para seu perfil e multiplique seu capital!

*CDI (Certificado de Depósito Interbancário): na linguagem “popular” de finanças, é taxa dos empréstimos entre os bancos que acompanham de perto a taxa de juros que o governo está pagando para captar dinheiro.

 

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Obrigado!

Diego Simioni
Diego Simioni
Empreendedor, CEO do FranquiaZ e nas horas vagas caçador de oportunidades de negócio.

2 Comments

  1. Luna disse:

    Parabéns pela ambientação, com certeza é base para um bom investimento.

  2. Cesar disse:

    Excelente matéria para todos conhecerem sobre investimento. Eu mesmo adorei, vou me aprofundar em suas dicas e iniciar os investimentos.

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